NEGÓCIOS · EMPRESAS
Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país
Após 29 anos no país, a Häagen-Dazs, marca de sorvetes premium da americana General Mills, vai encerrar suas operações no…

Após 29 anos no país, a Häagen-Dazs, marca de sorvetes premium da americana General Mills, vai encerrar suas operações no Brasil. A companhia explicou que a decisão está ligada à reformulação de seu portfólio no país. Esse movimento teve início em março, quando foi anunciada a venda das marcas Yoki e Kitano para a 3corações por R$ 800 milhões.
A despedida ocorre em um momento que o mercado de sorvetes do Brasil cresce de forma robusta, em ritmo acima do registrado globalmente. “A marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio da General Mills, anunciado em março de 2026”, disse a General Mills em nota, sem fornecer outros detalhes ou justificativas.
A General Mills sublinhou que o objetivo estava em gerar crescimento rentável de longo prazo, em linha com a estratégia de aceleração do negócio. A transação, informou a companhia, em março, além de colaborar para aumentar a margem de lucro operacional, reforça o foco das operações internacionais em suas “plataformas globais prioritárias, incluindo sorvetes superpremium, comida mexicana, barras de snacks e alimentos para animais de estimação.”
A Häagen-Dazs chegou ao Brasil no fim dos anos 1990. E, na sequência, chegou a abrir uma rede de lojas concentrada principalmente em São Paulo e Rio, que foi fechada menos de dez anos atrás.
Guinada no setor de sorvetes
Há dois elementos por trás da decisão da General Mills, avalia Fernando Cardoso, sócio-diretor da Gouvêa Foodservice. Um deles tem a ver com uma mudança no posicionamento de gigantes globais que atuam no setor, a exemplo da Unilever, que fez uma separação de sua unidade de sorvetes, criando a Magnum Ice Cream Company, e da Nestlé, que passou a operação para a Froneli, da qual é sócia.
“O sorvete tem uma cadeia de valor muito distinta dos demais negócios. É refrigerada, congelada e tem um freezer a ser administrado na ponta, demanda uma logística muito particular”, destaca. “Separar o negócio, traz eficiência operacional e inovação para se adequar a novas tendências de consumo.”
Mais de 11 mil empresas
O Brasil soma mais de 11 mil empresas no setor de sorvetes e “gelatos”. Juntas, elas superam R$ 14 bilhões em faturamento por ano, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Sorvetes (Abis). É um mercado que avança acima da média nacional, segundo o consultor.
“As vendas no mercado de sorvetes sobem 4% ao ano no mundo, enquanto as de sorvetes premium avançam 8% a 10%, segundo a Nielsen. E o Brasil está crescendo acima dessa média. Com a inovação no segmento, com sorvetes agregando outros valores buscados pelos consumidores, com receitas com adição de proteína, colágeno ou redução de açúcar, a perspectiva é de um crescimento ainda mais acelerado no setor ao longo dos próximos dois anos.”
A Häagen-Dazs, continua Cardoso, é uma marca forte e respeitada no mercado brasileiro, mas que, neste momento, enfrenta desafios. Por atuar no país com produtos importados, está sujeita aos efeitos do cenário geopolítico global em meio a tarifas comerciais, custo cambial e desafios em logística. “Isso mina a competitividade de um negócio que, adiante, teria capacidade de voltar ao país, mas em outros termos. A concorrência é grande, vide o crescimento de ‘players’ como a Baccio di Latte, por exemplo”, diz ele.
Fonte: Valor Empresas
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do…”?
- Após 29 anos no país, a Häagen-Dazs, marca de sorvetes premium da americana General Mills, vai encerrar suas operações no Brasil. A companhia explicou que a decisão está ligada à reformulação de seu portfólio no país.…
- Por que Empresas importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Empresas. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://estrato.cc/metodologia/, https://estrato.cc/etica-editorial/ e https://estrato.cc/politica-editorial/.
- Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
- Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://estrato.cc/
[…] Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país […]
[…] Häagen-Dazs se despede do Brasil em meio à expansão do setor de sorvetes no país […]