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Fitch eleva notas de crédito da Light de 'D' para 'B-' após reforçar estrutura de capital

A Fitch Ratings elevou as notas de crédito em moedas local e estrangeira da Light de “D” para “B-” e…

A Fitch Ratings elevou as notas de crédito em moedas local e estrangeira da Light de “D” para “B-” e a nota nacional de “D(bra)” para “BB(bra)”, estabelecendo perspectiva estável para as classificações.
Os analistas Lucas Rios, Leonardo Coutinho e Marta Veloso escrevem que a revisão é resultado direto do fim do processo de reestruturação de dívida da distribuidora Light Sesa e reflete o fortalecimento da estrutura de capital do grupo.

A companhia obteve um aporte de R$ 1,5 bilhão, valor que será acompanhado por uma conversão obrigatória de dívidas em capital no montante de R$ 2,3 bilhões, medidas que dão condições para a conclusão do seu processo de recuperação judicial.

Além disso, com o novo contrato de concessão da distribuidora, eles acreditam que o processo de revisão tarifária previsto para 2027 deverá elevar o limite regulatório de perdas de energia da Light Sesa de 43% para 58%.

A agência avalia ainda que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) poderá adotar medidas de flexibilização para áreas de risco, onde as perdas não técnicas são críticas, com o possível repasse desses custos aos consumidores.

Apesar da elevação das notas, o fluxo de caixa da Light continuará sob forte pressão por conta do alto nível de furto de energia e despesas com ineficiência pelo menos até a revisão tarifária de 2027.

O novo contrato de concessão também estabeleceu metas de qualidade de serviço muito mais rigorosas, com os analistas alertando que o descumprimento contínuo desses novos padrões pode levar à caducidade da concessão.

A agência estima que a geração operacional de caixa do grupo será insuficiente para cobrir os robustos investimentos necessários para reduzir furtos de energia e melhorar a qualidade do serviço exigida pelo novo contrato.

Os analistas preveem que a Light terá acesso muito limitado a fontes de financiamento no mercado de capitais, o que deve evitar refinanciamentos até 2028, mas quando isso ocorrer, o mercado deverá cobrar custos elevados pelo risco da empresa.

Light/Divulgação

Fonte: Valor Empresas

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Sofia Brandt

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