CRIPTOMOEDAS

Ex-funcionário da BNB Chain é acusado de acesso indevido para lançar memecoin

A BNB Chain, ligada à Binance, afirma estar tomando medidas judiciais contra um ex-funcionário suspeito de lucrar US$ 628 mil…

A BNB Chain, ligada à Binance, afirma estar tomando medidas judiciais contra um ex-funcionário suspeito de lucrar US$ 628 mil (R$ 3,2 milhões) com uma memecoin. Tal moeda teria sido criada com uma chave privada usada para gerar outra criptomoeda como parte de um tutorial de vídeo.

Em 2025, um estagiário da Binance acabou vazando por engano o nome da criptomoeda em vídeo, fazendo-a subir mais de 100.000% em apenas 8 horas. Mais tarde, a corretora acabou listando a moeda, já que se tratava de um erro adotado pela comunidade.

No entanto, no novo caso, a BNB Chain acusa um ex-funcionário de manter essa chave privada para criar uma nova moeda, mesmo após sair da empresa, para ter ganhos pessoais.

Ex-funcionário teria lucrado US$ 628 mil com a memecoin

Enquanto a primeira criptomoeda era chamada de Test (TST), a segunda se chama ASTEROID. Devido à suposta ligação com a BNB Chain, a memecoin acabou passando por uma forte valorização, mas a equipe alertou seu público de que ela foi criada por um ex-funcionário corrupto.

“Um endereço de carteira havia sido criado anteriormente por um ex-funcionário, que o utilizou para gerar um token como parte de um tutorial em vídeo. Esse indivíduo não faz mais parte da empresa em decorrência deste incidente. Após deixar a empresa, o indivíduo manteve acesso não autorizado à seed phrase associada ao endereço e a utilizou para gerar uma nova chave privada. Agora estamos cientes de que o mesmo endereço está sendo usado de forma independente em conexão com uma nova memecoin.”

Finalizando, a BNB afirma que não criou, autorizou, promoveu ou participou da criação dessa moeda. Indo além, também afirma estar tomando medidas judiciais contra o ex-funcionário e cooperando com as autoridades.

BNB Chain ameaça processar funcionário que criou memecoin usando chave privada ligada ao projeto para outros fins. Fonte: X.

Também no X, Changpeng Zhao, fundador da Binance, comentou que “o cara é basicamente um golpista”.

Em análise sobre o caso, o perfil Lookonchain afirma que o funcionário em questão usou quatro carteiras recém-criadas para comprar cerca de 80% da oferta total da memecoin por US$ 10.000. Pouco depois, ele despejou quase todas essas moedas, lucrando US$ 628 mil com a operação.

“Um ex-funcionário da BNB Chain lançou o novo token $ASTEROID e, em seguida, usou quatro carteiras recém-criadas para comprar 796,7 milhões de $ASTEROID (79,67% da oferta total) por US$ 10 mil. Posteriormente, o ex-funcionário vendeu 718,8 milhões de $ASTEROID por 1.103 BNB (US$ 638 mil), obtendo um lucro de US$ 628 mil.”

Análise aponta que ex-funcionário lucrou US$ 628 mil com a operação. Fonte: X.

CZ afirmava que funcionário havia deletado a chave privada

Ainda em 2025, logo após a Test (TST) ser adotada pela comunidade, Changpeng Zhao explicou que o vídeo que mostrava o nome da criptomoeda já havia sido deletado, mas que já era tarde demais, já que cópias dele haviam se espalhado na internet.

Na data, CZ também afirmou que o funcionário deletou a chave privada usada no tutorial. Portanto, com base nessa informação, é possível que CZ e sua equipe tenham sido enganados pelo funcionário que acabou criando uma nova moeda recentemente.

“O integrante da equipe também excluiu a chave privada do endereço criador usado no tutorial, que detém 0,13% do token. Além disso, ninguém da equipe (nem a Binance) possui qualquer quantidade desse token.”

Fundador da Binance acreditava que chave privada ligada à memecoin TST havia sido deletada, mas ex-funcionário a usou para criar uma nova moeda recentemente. Fonte: X.

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Perguntas frequentes

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Igor Sales

Igor Sales

Igor Sales integra a equipe editorial do Estrato, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cripto e Agro. O escopo permanente de cobertura inclui criptoativos e agronegócio, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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