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Fed sobe juros pela 1ª vez desde 2023 e sinaliza mais uma alta; Bitcoin vai a US$ 75 mil

O Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros em 25 pontos-base, na primeira elevação…

O Federal Reserve, o Banco Central dos Estados Unidos, elevou a taxa de juros em 25 pontos-base, na primeira elevação de taxas no país desde 2023. Além disso, o Fed sinalizou que um novo aumento pode acontecer ainda este ano diante da persistência da inflação.

A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), levou a taxa básica americana para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. O movimento já era amplamente esperado pelo mercado, que atribuía probabilidade superior a 90% a um aumento de 25 pontos antes da reunião.

No mercado de criptomoedas, a primeira reação foi de volatilidade, com o Bitcoin chegando a superar a casa de US$ 76 mil e praticamente apagando a queda no acumulado de 24 horas, um movimento que durou poucos minutos, mas com o BTC se sustentando próximo dessa faixa, em US$ 75.775. O mesmo acontece com o Ethereum, que é cotado em torno de US$ 2.420.

“A inflação permanece elevada”, afirmou o Fed no comunicado após o encontro. Segundo o banco central, a alta dos juros pretende acelerar o retorno da inflação à meta de 2%.

O movimento interrompe um período de estabilidade dos juros ao longo de 2026. Até poucas semanas atrás, a expectativa era que o Fed mantivesse a taxa inalterada, mas a combinação de inflação persistente, alta dos preços de energia e aumento dos rendimentos dos títulos públicos americanos levou o mercado a antecipar uma retomada do aperto monetário.

A escalada do petróleo, relacionada principalmente às tensões no Oriente Médio, ganhou peso nas discussões do Fed. O receio é que um choque inicialmente concentrado nos preços da energia se prolongue e acabe contaminando as expectativas de inflação e outros preços da economia. Antes da reunião, o rendimento do Treasury de dez anos chegou a superar 5%, maior nível desde 2007.

Fed sinaliza nova alta ainda este ano

As novas projeções dos integrantes do Fed reforçaram a percepção de que a alta desta quarta-feira pode não ser um movimento isolado.

Dos 18 participantes que apresentaram projeções para os juros, 16 indicaram a possibilidade de pelo menos mais um aumento ainda em 2026. Quatro deles enxergam espaço para duas altas adicionais, enquanto apenas dois consideram que o movimento desta quarta-feira pode ser suficiente.

Para os anos seguintes, no entanto, as projeções mostram menos necessidade de aperto. Não há novas altas indicadas para os anos posteriores a 2026, enquanto as estimativas apontam para pelo menos um corte em 2028 e outro em 2029.

O Fed também revisou para cima suas previsões de inflação. O banco central agora estima que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), sua principal referência de inflação, terminará 2026 em 3,7%, enquanto o núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, deve ficar em 3,4%.

As duas projeções ficaram 0,1 ponto percentual acima das estimativas divulgadas em junho. O retorno à meta de 2% também deve demorar: as projeções indicam que isso só deve ocorrer em 2029.

Ao mesmo tempo, o cenário para o mercado de trabalho melhorou. A estimativa para a taxa de desemprego foi reduzida de 4,3% para 4,1%, dando ao Fed mais espaço para priorizar o combate à inflação sem, por enquanto, enxergar uma deterioração significativa do emprego.

Petróleo e juros longos aumentam pressão

A alta desta quarta-feira ocorre em um contexto incomum para o Fed. Normalmente, o banco central tende a considerar temporários choques provocados diretamente por energia ou tarifas comerciais, evitando responder imediatamente com juros.

Desta vez, porém, o temor é que os aumentos de preços permaneçam por tempo suficiente para alterar as expectativas de consumidores e empresas. O episódio inflacionário após a pandemia também permanece como referência para os dirigentes do Fed, depois que pressões inicialmente consideradas transitórias acabaram levando a inflação americana às maiores taxas em quatro décadas.

O presidente do Fed, Kevin Warsh, já havia endurecido o discurso durante o simpósio de Jackson Hole, em 28 de agosto. Desde então, os juros de mercado subiram de forma significativa. O Treasury de dez anos avançou cerca de 0,25 ponto percentual desde o evento e chegou recentemente à região de 5%. Dados do próprio Fed mostram que o rendimento estava em 4,97% na terça-feira (15).

O movimento já começa a chegar ao consumidor. As taxas dos financiamentos imobiliários de 30 anos voltaram para perto de 7%, tornando crédito e financiamento habitacional mais caros nos Estados Unidos.

Para os mercados financeiros, a principal questão agora é até onde o Fed pretende levar os juros. Embora uma nova alta em 2026 apareça como cenário predominante entre os dirigentes, os próximos movimentos dependerão principalmente da evolução da inflação, dos preços de energia e do mercado de trabalho.

A trajetória dos Treasuries também será acompanhada de perto. Mesmo com a elevação da taxa básica, a manutenção dos juros de longo prazo próximos das máximas recentes pode continuar apertando as condições financeiras e pressionando ativos de maior risco, incluindo ações e criptomoedas.

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Fonte: Portal do Bitcoin

Perguntas frequentes

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