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Traders de altcoins ampliam ganhos — e também os prejuízos
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Um estudo publicado pela CoinGecko com dados de traders em exchanges descentralizadas (DEXs) da rede Ethereum entre 2020 e 2026 mostra que carteiras que operam altcoins – tokens fora do top 10 por valor de mercado – registraram lucros e prejuízos medianos entre 3 e 6,6 vezes maiores do que os operadores concentrados apenas nas majors, em seis dos sete anos analisados. A ressalva do próprio levantamento é direta: essa amplificação funciona nos dois sentidos, e o mercado como um todo atravessa seu pior ano em taxa de acerto desde o início da série histórica.
O que os dados da CoinGecko mostram
A taxa mediana de acerto (win rate) entre traders ativos de DEXs Ethereum caiu para 26,29% nos doze meses até agosto de 2026, ante 52,20% no ciclo anterior – uma queda relativa de quase 50%. Desde 2020, quando o indicador estava em 80,65%, o recuo acumulado chega a 67,40%, o menor patamar da série de sete anos mantida pela CoinGecko.
O estudo rastreou os 200 tokens Ethereum elegíveis dentro do top 500 por valor de mercado em agosto de 2026 (excluindo stablecoins e ativos nativos de outras redes), dividindo as carteiras em dois grupos: Majors-Only, que operaram exclusivamente os dez maiores tokens no ano, e Altcoins (Any), que negociaram qualquer token na faixa 11-200 – mesmo que também tenham operado majors.
Vitória nem sempre significa lucro maior
Em taxa de acerto, o resultado é quase um empate técnico: traders de majors levaram a melhor em 2020, 2025 e 2026, enquanto os de altcoins venceram em 2021, 2022, 2023 e 2024 – incluindo uma vantagem mínima em 2022 (38,61% contra 38,39%). Nenhum dos dois grupos domina de forma consistente nesse indicador, segundo a CoinGecko.
A diferença real aparece no PnL (lucro ou prejuízo realizado). A correlação entre os dois grupos ao longo dos sete anos é de 0,975 – ou seja, ambos se movem quase sempre na mesma direção, mas o de altcoins com muito mais intensidade. Em 2021, o melhor ano para os dois grupos, o PnL mediano das majors foi de US$ 339,21 (aproximadamente R$ 1.967,42 ao câmbio de R$ 5,80), contra US$ 2.016,02 (cerca de R$ 11.692,92) entre os traders de altcoins. Em 2022, ano de perdas generalizadas, majors registraram mediana negativa de US$ 222,18 (-R$ 1.288,64), enquanto altcoins perderam US$ 733,03 (-R$ 4.251,57) – mais de três vezes pior.
Confira nossas sugestões de Pre-Sales para investir agora
- PNL AGREGADO NEGATIVO EM 2026: o resultado realizado total do mercado somou -US$ 3,30 bilhões (aproximadamente -R$ 19,14 bilhões), revertendo o saldo positivo de US$ 1,68 bilhão do ano anterior.
- POPULAÇÃO DE TRADERS EM QUEDA: o total de carteiras ativas caiu 3,96% em 2025 e mais 25,14% em 2026, encerrando o período em 628.326 traders.
- FATIA DE ALTCOINS EM RECUPERAÇÃO PARCIAL: depois de cair de 15,82% (2021) para 7,22% (2024), a participação dos traders de altcoins subiu para 10,82% em 2026 – ainda abaixo do ponto de partida de 14,08% em 2020.
Contexto para o investidor brasileiro
O recorte metodológico importa: a CoinGecko aplicou o ranking de market cap de 2026 retroativamente a todo o período, o que significa que o estudo mede como os tokens mais relevantes hoje performaram historicamente para seus traders, não um ranking real de cada ano passado. A própria empresa reconhece essa limitação no levantamento.
Para quem acompanha a rotação de capital entre Bitcoin e altcoins no mercado brasileiro, o dado reforça um padrão já discutido em análises anteriores no CriptoFácil sobre rotação de capital entre Bitcoin e altcoins: operar tokens menores não funciona como diversificação de risco, mas sim como alavanca sobre o mesmo movimento macro do mercado. O crescente interesse institucional em altcoins específicas, discutido em cobertura recente sobre ETFs institucionais para Solana e Chainlink, não altera essa dinâmica de amplificação identificada pela CoinGecko no ambiente de DEXs Ethereum.
- Leia também: Rali cripto: Bitcoin, Zcash e altcoins em alta
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Fonte: CriptoFácil
Perguntas frequentes
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