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Blumenau Iluminação projeta receita acima de R$ 500 milhões em 2026

Especializada em soluções como painéis LED, refletores, lâmpadas, pendentes, a Blumenau Iluminação alcançou o faturamento de R$ 400 milhões em…

Especializada em soluções como painéis LED, refletores, lâmpadas, pendentes, a Blumenau Iluminação alcançou o faturamento de R$ 400 milhões em 2025. No primeiro semestre deste ano cresceu 26% e projeta ultrapassar R$ 500 milhões em receita em 2026. Com 150 representantes comerciais, que atuam em todos os estados brasileiros, a empresa avança também com vendas para 12 países, sobretudo na América Latina. Os próximos passos incluem a entrada no mercado europeu, por meio de uma representação comercial em Portugal.
Renato Medeiros, presidente da Blumenau Iluminação, diz que a empresa já possui um representante comercial em Portugal. A oportunidade de negócios está baseada na aprovação do acordo provisório de comércio entre Mercosul e União Europeia, em maio deste ano. O executivo ressalta que essa operação ainda está na fase inicial de avaliação das certificações e exigências regulatórias.
“Portugal está vivendo uma onda de brasilidade. Temos espaço para nos encaixarmos com alguma peça diferenciada, talvez, não no portfólio inteiro. Mas nós já estamos com pé lá, e estamos tentando beber dessa água aí para ser o primeiro passo”, diz Medeiros.
A estratégia de entrada no mercado europeu aproveita a tendência de valorização do design nacional em Portugal, priorizando a comercialização de peças e modelos diferenciados do portfólio em vez da linha de grande escala. No mercado externo, o volume atual de exportações é concentrado na América Latina, com forte presença no Paraguai, além de vendas para Uruguai, Chile, Costa Rica, Panamá e El Salvador.
Na primeira quinzena de setembro, os produtos da Blumenau Iluminação entraram pela primeira vez na Venezuela por meio de um distribuidor local, fruto de uma oportunidade comercial inesperada. “A primeira exportação para Venezuela se concretizou. Nunca tivemos contato com eles antes. Eles vieram à nossa região para conhecer a indústria têxtil, e aí conheceram a nossa empresa, gostaram e estão fazendo os pedidos”, conta Medeiros.
Operação na China
A Blumenau Iluminação opera em um modelo misto entre produção local e importação. A empresa mantém metalúrgica própria, com capacidade para entregar três milhões de peças por ano. O negócio opera em duas plantas em Blumenau, em Santa Catarina. A matriz, de 12 mil metros quadrados, está instalada em um terreno de 20 mil metros quadrados, e um centro de distribuição de 11 mil metros quadrados em um terreno de 70 mil metros quadrados.
A metalúrgica responde hoje por 25% do faturamento, concentrando 40% da grade de produtos. A importação de produtos de alta escala com tecnologia embarcada (como luminárias com LED integrado) fabricados pelos fornecedores chineses representa de 75% a 80% do negócio. Com um volume importado em torno de 40 milhões de itens, a empresa é parceira de 16 fábricas fornecedoras na China. Para acompanhar a operação no mercado Chinês, a Blumenau Iluminação tem escritório próprio com cinco funcionários em Guangzhou, um dos principais pólos econômicos do país asiático.
“Os produtos que têm muita escala vão pra China, não tem jeito, pelo custo Brasil e por capacidade técnica, até. Produtos com grau de dificuldade maior para fabricação, com LED integrado, por exemplo. Aqui, a gente faz as peças diferenciadas e que têm pouco volume”, explica o CEO.
No campo da inovação, a empresa desenvolve projetos com alunos do curso de design da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB). Medeiros diz que esse projeto inclui a fabricação das peças desenvolvidas para o mercado.
Reforço na governança
A Blumenau Iluminação foi fundada em 1978 por Orlando Zeno Pamplona, que faleceu há 11 anos. A empresa começou com uma operação metalúrgica focada na produção da chamada Linha Colonial, feita de arandelas e pendentes a partir de retalhos de aço e vidro. O processo inicial de produção era totalmente artesanal. Pamplona viajava de Kombi até Joinville, a cerca de 100 quilômetros de Blumenau, para recolher retalhos de aço e de vidro descartados na fábrica da Cônsul.
“Ele cortava os materiais à mão, soldava e montava manualmente cada peça da linha. Essa mesma Linha Colonial continua sendo fabricada e comercializada pela empresa 48 anos depois, embora o processo atual utilize bobinas de aço e maquinário industrial automatizado em vez de retalhos”, conta Medeiros.
A transição da gestão familiar para uma estrutura corporativa profissional começou há 22 anos. Após 28 anos como executivo na Hering, Medeiros assumiu a Blumenau Iluminação convidado por sua esposa, Lorena, e pelo pai dela, o fundador da empresa. Ao assumir a empresa, o executivo priorizou a implementação de processos de governança. Medeiros implementou controles de custos e despesas, planejamento orçamentário e criação de indicadores de desempenho.
“Nós somos uma empresa muito bem controlada, com gestão e governança muito boa, temos orçamento, temos planejamento estratégico muito bem feito e bem acompanhado”, avalia.
Neste ano, a área de governança implementou um conselho consultivo que conta com dois membros independentes — um acadêmico e um executivo da Hering. “Eles têm uma cabeça diferente da nossa que está no cotidiano da operação. Eles nos fazem perguntas da nossa empresa que não sabemos responder. Às vezes, fico muito agoniado”, confessa o CEO.

Fonte: Valor Empresas

Perguntas frequentes

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Sofia Brandt

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