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Recuo define o mercado de soja no fim desta semana; saiba os preços no Brasil

Foto: Pixapay O mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das…

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O mercado brasileiro de soja teve pouca movimentação nesta sexta-feira (18), em uma sessão marcada pela queda das cotações na Bolsa de Chicago. O analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, destaca que o grão acompanhou o recuo do farelo e também sentiu a pressão exercida pelo avanço da colheita americana sobre os preços.

No mercado brasileiro, os recuos foram mais perceptíveis nos portos, acompanhando a paridade. Ainda assim, Silveira ressalta que o mercado permanece bastante nominal e que não houve grandes perdas de valor no grão.

Os vendedores seguem pressionando os compradores, com pedidas elevadas, enquanto as ofertas de compra apresentam pouca alteração, apesar de já estarem em níveis considerados fortes.

“Seguimos com um spread forte no mercado disponível, de até R$ 7,00 por saca, dependendo da praça, mas sem movimentos”, destaca Silveira.

No mercado físico, as cotações tiveram movimentos distintos entre as principais praças acompanhadas. Confira os preços:

  • Passo Fundo (RS): recuou de R$ 154,50 para R$ 154,00
  • Santa Rosa (RS): recuou de R$ 155,50 para R$ 154,00
  • Cascavel (PR): recuou de R$ 152,00 para R$ 151,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 148,00 para R$ 149,00
  • Paranaguá (PR): recuou de R$ 163,00 para R$ 162,00
  • Rio Grande (RS): recuou de R$ 163,50 para R$ 162,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta sexta-feira, reduzindo os ganhos semanais. A sessão foi marcada por um movimento de realização de lucros e vendas técnicas.

Os agentes aguardam o encontro, em Washington, dos presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, no final da próxima semana. A expectativa é de novos acordos comerciais entre as duas potências, o que poderia resultar em mais vendas de soja americana para o país asiático.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 111.000 toneladas de soja à China, que serão entregues na temporada 2026/27.

A Sinograin, empresa estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, retomou os leilões de grandes volumes de soja importada após uma pausa de aproximadamente um mês, antes da esperada cúpula entre Xi Jinping e Trump.

O leilão da próxima terça-feira incluirá 543 mil toneladas de soja, produzidas entre 2023 e 2025, informou o Centro Nacional de Comércio de Grãos em um comunicado. Antes desse anúncio, a Sinograin havia realizado cinco leilões de mais de 200 mil toneladas de soja importada desde julho, uma medida que, segundo traders, teria como objetivo liberar espaço de armazenamento para a chegada prevista de soja dos Estados Unidos.

Abiove

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) divulgou nesta sexta-feira (18/9) que a produção brasileira de soja deve chegar a 180,4 milhões de toneladas. Não houve mudanças em relação ao dado divulgado no mês passado.

A entidade revisou para baixo, em 0,3%, sua estimativa para exportação de soja em grão no país, agora calculada em 115 milhões de toneladas. O motivo foi o aumento de compras chinesas por produto norte-americano.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 16,25 centavos de dólar ou 1,23%, a US$ 13,03 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 13,20 por bushel, com retração de 17,00 centavos de dólar ou 1,27%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 12,70 ou 3,42% a US$ 358,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 68,22 centavos de dólar, com perda de 0,93 centavo ou 1,34%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 5,1452 para venda e a R$ 5,1432 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1232 e a máxima de R$ 5,1657. Na semana, a valorização ficou em 0,42%.

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Fonte: Canal Rural

Perguntas frequentes

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André Moura

André Moura

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