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Promoções de 9.9: como evitar problemas nas compras em 'datas duplas' das lojas

Carrinho de compras KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas “datas…

Carrinho de compras
KarolinaA Grabowskakaboompics/Pexels
Todo mês, a mesma história se repete: as lojas on-line fazem promoções das chamadas “datas duplas” – como 9.9, 10.10 ou 11.11, por exemplo.
Mas, com grandes ofertas, cupons e cashback prometidos pelas lojas on-line, é preciso prestar atenção para não cair em golpes.
Essas datas cheias de ofertas se inspiraram no 11 de novembro (11.11), o dia dos solteiros na China. Esse dia se tornou, nos últimos anos, uma grande prévia das ofertas da Black Friday.
As recomendações de cautela na hora das compras no 9.9, 10.10, 11.11 ou qualquer data dupla são iguais às da Black Friday.
1) Pesquise sempre antes de comprar
A consulta pode ser feita por conta própria, diretamente nos sites das lojas, ou com o auxílio de buscadores especializados.
A vantagem dos buscadores é que permitem fazer uma pesquisa muito mais ampla. Eles comparam preços em lojas diferentes e alguns mostram a evolução do preço ao longo do tempo.
Em um dia de ofertas em muitos locais, os buscadores servem como referência para escolher o produto no local com maiores descontos.
Algumas das principais ferramentas de busca disponíveis na internet são:
BondFaro
Buscapé
Google Shopping
JáCotei
Zoom
Vale lembrar que essa estratégia funciona melhor para produtos que seguem uma padronização, como eletrônicos e eletrodomésticos. Outros, como roupas, são mais difíceis de comparar, já que cada loja produz modelos diferentes.
2) Cheque os detalhes
Mesmo se, após a pesquisa, o preço for realmente atrativo, preste atenção em outros detalhes antes de finalizar a compra para garantir que a transação é segura.
É importante analisar, durante a promoção, as condições de pagamento oferecidas, as taxas de juros cobradas e os prazos para quitação, segundo o Procon.
Verifique se os sites ou aplicativos são oficiais e confiáveis. Antes do pagamento, verifique se o endereço eletrônico (URL) começa com “https://” e se há um cadeado ao lado do link, o que indica ambiente seguro.
Desconfie de sites de lojas com erros ortográficos ou pequenas variações no nome da marca. É comum os golpistas costumam usar caracteres parecidos para enganar o consumidor.
Dê preferência ao pagamento com cartões de crédito ou débito, caso seja necessário contestar a compra posteriormente.
Utilize cartões virtuais temporários, disponíveis em aplicativos de bancos e carteiras digitais, para reduzir o risco de clonagem, recomenda o Serasa Experian.
Se o pagamento for feito por PIX, verifique se o destinatário é realmente a loja e não outra pessoa ou CNPJ.
Verifique se o perfil possui reclamações (se não houver comentários, desconfie) e dê preferência a fornecedores que informam canais de atendimento, CNPJ e endereço físico.
Por fim, respire e avalie se o produto, mesmo em oferta, realmente cabe no seu orçamento e se é uma necessidade. Não compre impulsivamente, pois você pode se arrepender e pagar demais, ou pagar pouco por um produto ruim.
3) Duvide das ofertas milagrosas
Segundo uma pesquisa feita pelo Reclame Aqui, em agosto de 2025, cerca de 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar um golpe feito com inteligência artificial.
Mas dá para se precaver. As dicas são não se deixar levar pelos anúncios, comparar ofertas de lojas diferentes e tentar sempre analisar se o preço apresentado faz sentido para o seu bolso.
Com a chegada das IAs, os golpes também podem ter a cara do seu ator ou cantor favorito, que podem ser vítimas dos chamados deepfakes, que são reproduções criadas virtualmente de rostos, corpos e até vozes de famosos.
Segundo o Reclame Aqui, “consumidores confiam em outros consumidores”, por isso os golpistas podem tentar se aproveitar dessa confiança para enganar com vídeos falsos de ofertas. Sempre cheque diretamente no site da loja e nunca clique em links veiculados nas redes sociais.
Se encontrar alguma irregularidade do tipo, o consumidor pode denunciar ao Procon. É fundamental apresentar documentos demonstrando essa prática, como uma captura de tela das telas com as informações da alteração do preço.
Agora no g1

Fonte: G1 Economia

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Promoções de 9.9: como evitar problemas nas compras em 'datas…”?
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Caio Nunes

Caio Nunes

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