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O que se sabe sobre a alface investigada após surto de doença nos EUA; México nega ligação com os casos

Alface Iceberg Pexeks Uma investigação das autoridades de saúde dos Estados Unidos colocou a alface iceberg desfiada no centro de…

Alface Iceberg
Pexeks
Uma investigação das autoridades de saúde dos Estados Unidos colocou a alface iceberg desfiada no centro de um surto de ciclosporíase, uma infecção causada por um parasita que levou cerca de 100 pessoas à hospitalização no país.
Os casos foram associados ao consumo de alimentos servidos em restaurantes da rede Taco Bell em cinco estados americanos. A alface é considerada o principal alimento sob investigação, mas as autoridades ainda tentam confirmar onde ocorreu a contaminação e qual foi a origem exata do produto.
🔍A hortaliça que possui cabeça mais fechada, folhas claras e textura crocante é muito utilizada em saladas, sanduíches e preparos de redes de fast-food. Nos EUA, ela é amplamente consumida e também é comercializada já cortada e pronta para uso.
Nesta terça-feira (21), o México afirmou que não há evidências de que a alface produzida no país tenha causado o surto. O país passou a ser citado na investigação após as autoridades americanas chegarem a uma empresa com operação em território mexicano.
Como a alface entrou na investigação
O caso começou a ser investigado após autoridades americanas identificarem um aumento de casos de ciclosporíase, uma infecção causada pelo parasita Cyclospora cayetanensis, que pode provocar diarreia intensa e outros sintomas gastrointestinais (saiba mais sobre a doença).
Ao entrevistar pacientes, os investigadores encontraram um ponto em comum: muitas das pessoas infectadas haviam consumido alimentos em unidades da rede Taco Bell nos estados de Indiana, Kentucky, Michigan, Ohio e Virgínia Ocidental.
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A partir da análise dos ingredientes presentes nos pedidos, a hortaliça apareceu como o alimento associado aos casos. Com isso, as autoridades passaram a rastrear a cadeia de fornecimento para tentar identificar a origem do produto.
O rastreamento feito pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) chegou à Taylor Farms, empresa de alimentos frescos que fornece produtos para restaurantes e redes de alimentação.
Segundo a agência americana, a empresa estava entre os fornecedores ligados à alface iceberg utilizada nos restaurantes onde os casos foram registrados.
México nega ligação com o surto
A investigação extrapolou as fronteiras dos Estados Unidos e chegou ao México após o rastreamento da cadeia de fornecimento da alface levar as autoridades americanas até uma unidade da Taylor Farms no país, localizada em Guanajuato, no centro do México, mas a origem do alface segue sendo um mistério.
Nesta terça-feira, 21, o ministro da Saúde do México, David Kershenobich, prontamente afirmou que não há evidências, até o momento, de que a alface produzida no país tenha causado o surto.
Segundo ele, autoridades mexicanas acompanham a investigação e verificam a possibilidade de envolvimento de produtores da região, mas ainda não há confirmação sobre a origem da contaminação.
O México é um dos principais fornecedores de frutas e hortaliças frescas para os Estados Unidos. O envolvimento de uma empresa com operação no país levou autoridades mexicanas a acompanhar a investigação.
Taco Bell retira alface enquanto investigação avança
A rede informou que está colaborando com as autoridades durante a investigação e adotou medidas preventivas após a alface iceberg desfiada ser associada aos casos de ciclosporíase.
A empresa retirou o ingrediente de determinadas operações enquanto o rastreamento da cadeia de fornecimento avançava e buscava identificar a origem da possível contaminação.
*Com Reuters e AP

Fonte: G1 Agronegócios

Perguntas frequentes

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