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O pontapé da produtividade: sojicultor paranense explica como a palhada protegeu o solo e freou as plantas daninhas

Acervo pessoal Adriano Palaro Produtor rural em Pato Branco (PR), Adriano Palaro, de 40 anos, viu a produtividade da soja…

Acervo pessoal Adriano Palaro

Produtor rural em Pato Branco (PR), Adriano Palaro, de 40 anos, viu a produtividade da soja crescer de forma consistente após investir em rotação de culturas, formação de palhada e manejo integrado de pragas (MIP). Em uma propriedade de 53 hectares, onde cultiva soja, milho e feijão, ele afirma que as mudanças no sistema de produção permitiram aumentar a rentabilidade e enfrentar melhor os desafios do campo.

Agricultor desde a infância, Palaro deu continuidade à tradição da família na propriedade onde nasceu e cresceu. “Sempre fez parte da minha vida. Meu avô já trabalhava na propriedade onde estou até hoje, depois passou para o meu pai e, consequentemente, eu segui a tradição de ser agricultor”, conta.

Segundo ele, um dos principais marcos da trajetória foi o aumento gradual da produtividade, impulsionado pela adoção de novas tecnologias e pelo aperfeiçoamento do manejo.

“Venho conseguindo aumentar a produção ano após ano. Aderi à rotação de culturas, implementei tecnologias e consegui um aumento bem expressivo na produtividade em comparação com anos atrás”, afirma.

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Atualmente, o produtor cultiva milho safrinha em parte da área e mantém o restante com plantas de cobertura, utilizando principalmente milheto e aveia para formar uma camada de palhada. A estratégia, segundo ele, foi decisiva para elevar o rendimento da soja. “Hoje estou produzindo, em média, 95 sacas de soja por hectare. A palhada fez muita diferença para alcançar esse resultado”, destaca.

Entre os maiores desafios enfrentados ao longo da carreira, Palaro cita a chegada da ferrugem asiática e da buva, planta daninha que dificultou o manejo das lavouras.

“No início tive uma quebra grande de produção porque ainda não havia conhecimento suficiente para controlar a ferrugem. Já a buva foi a planta daninha que mais deu trabalho até encontrarmos um manejo eficiente”, relembra.

Com o passar dos anos, ele afirma que o monitoramento constante e a adoção de diferentes estratégias de manejo tornaram o controle mais eficiente. “Hoje a gente faz monitoramento, acompanha a presença de esporos e reforça os tratamentos quando necessário. O controle da ferrugem ficou muito mais eficiente”, explica.

Além da palhada, o produtor atribui parte dos resultados ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), prática que conheceu por meio de um curso e que passou a adotar na propriedade. “Reduzi bastante o uso de inseticidas. Hoje aplico somente quando há necessidade. Isso diminuiu os custos e aumentou a rentabilidade da propriedade”, afirma.

Ao compartilhar sua experiência, Palaro deixa um conselho para outros agricultores que buscam melhorar a produtividade e reduzir riscos. “Investir em palhada é o futuro. Uma boa cobertura do solo ajuda no controle de plantas daninhas, reduz os impactos dos veranicos e funciona praticamente como um seguro para a lavoura”, conclui.ra a lavoura”, conclui.

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Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “O pontapé da produtividade: sojicultor paranense explica como a palhada…”?
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André Moura

André Moura

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