AGRONEGÓCIO
Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo
Agência Fapesp Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição…

Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista (Unesp), identificaram fungos presentes no intestino da lagarta Helicoverpa armigera com capacidade de degradar o poliestireno expandido (EPS), conhecido popularmente como isopor.
O estudo, publicado por cientistas do Laboratório de Biologia Molecular da UFSCar, é um dos primeiros do Brasil a demonstrar o potencial de fungos da microbiota intestinal de insetos na degradação desse tipo de plástico, derivado do petróleo e que praticamente não se decompõe naturalmente no ambiente.
- Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!
Os pesquisadores explicam que decidiram focar no isopor porque, apesar de ser amplamente utilizado, ele ainda é pouco estudado. Além disso, sua reciclagem é limitada, já que cerca de 98% do material é composto por ar, tornando o processo economicamente pouco viável.
Para avaliar o comportamento dos microrganismos, as lagartas foram divididas em três grupos: um alimentado apenas com blocos de isopor, outro com uma dieta mista e um terceiro com alimentação convencional. A análise do intestino dos insetos mostrou que a presença do plástico alterou a composição da microbiota, favorecendo o crescimento de fungos dos gêneros Aspergillus, Talaromyces, Metarhizium e Trematosphaeria.
Na etapa seguinte, os cientistas isolaram quatro fungos da microbiota intestinal e os colocaram em contato com uma fina película de poliestireno durante 60 dias. Os testes mostraram que todos conseguiram crescer sobre o material e modificar sua superfície, indicando que utilizavam o plástico como fonte de carbono. Entre eles, Aspergillus e Talaromyces apresentaram maior eficiência na degradação.
Segundo o professor Flavio Henrique Silva, da UFSCar, os fungos são grandes produtores de enzimas capazes de quebrar polímeros complexos, característica que pode ser explorada no desenvolvimento de tecnologias para o tratamento de resíduos plásticos.
A equipe agora busca entender se os microrganismos degradam completamente o poliestireno ou apenas o transformam em micro e nanoplásticos. Paralelamente, os pesquisadores estudam os genes e proteínas envolvidos nesse processo para identificar enzimas ainda mais eficientes.
Além da Helicoverpa armigera, o grupo também investiga microrganismos presentes em outros insetos, como o bicudo-da-cana e o tenébrio gigante. O objetivo é desenvolver uma coleção de bactérias e fungos capazes de acelerar a degradação do poliestireno e, futuramente, ampliar o uso dessas soluções em aplicações biotecnológicas voltadas ao tratamento de resíduos plásticos.
Confira o artigo completo.
O post Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição por isopor, aponta estudo apareceu primeiro em Canal Rural.
Perguntas frequentes
Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.
- Sobre o que trata “Lagarta que ataca soja pode ajudar a combater a poluição…”?
- Agência Fapesp Uma das principais pragas da soja e do algodão pode se tornar uma aliada no combate à poluição plástica. Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em parceria com a Universidade Estadual Paulista…
- Por que Agronegócio importa agora?
- O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Agronegócio. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
- Quem edita o conteúdo do Estrato?
- A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://estrato.cc/equipe/.
- Quais fontes o Estrato prioriza?
- Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
- Como solicitar correção de uma matéria?
- Envie o pedido pela página de Correções (https://estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
- O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
- Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
- Onde acompanhar a política editorial do Estrato?
- Metodologia, ética e transparência estão em https://estrato.cc/metodologia/, https://estrato.cc/etica-editorial/ e https://estrato.cc/politica-editorial/.
- Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
- Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://estrato.cc/