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Frutas, café e algodão colocam competitividade brasileira no centro do GAFFFF 2026

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Foto: Datagro

Antes mesmo de começar efetivamente o dia, três importantes cadeias do agronegócio brasileiro podem já ter feito parte da rotina de uma pessoa. O café está na xícara que acompanha o café da manhã, o algodão aparece na roupa escolhida para sair de casa e uma fruta pode completar a primeira refeição. Produtos cotidianos para milhões de consumidores, mas que, por trás dessa aparente simplicidade, movimentam cadeias altamente tecnificadas e cada vez mais relevantes para a presença do Brasil no mercado internacional.

É justamente essa competitividade que estará em discussão no Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, que acontece nos dias 1º e 2 de outubro, no Nubank Parque, em São Paulo. O evento reúne conteúdo, negócios, gastronomia e entretenimento ligados ao universo agro e contará com mais de 35 painéis e mais de 100 palestrantes distribuídos em seis palcos.

Entre os debates da programação está o painel 9C – “Frutas, café e algodão: nichos de Alta Competitividade no Mercado Internacional”, que colocará em evidência três cadeias nas quais o Brasil reúne características importantes para disputar mercados: diversidade produtiva, escala, tecnologia, qualidade, sustentabilidade e possibilidade de ampliar o valor agregado dos produtos destinados ao exterior.

A conversa será moderada por Waldyr Sérgio Promícia, presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e presidente da ITACITRUS Itajobi. Entre os participantes já confirmados está Haroldo Rodrigues da Cunha, presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (AGOPA).

Café, algodão e frutas representam diferentes trajetórias de competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

No caso do café, no qual o Brasil ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial, as vendas externas do complexo cafeeiro somaram cerca de US$ 16 bilhões em 2025, crescimento de 30,3% em relação a 2024, conforme dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

A força da cafeicultura brasileira está na diversidade de regiões produtoras, perfis sensoriais, cafés especiais, certificações, rastreabilidade e capacidade de atender diferentes segmentos de consumidores.

Para o algodão, o País vive uma das ascensões mais expressivas do agronegócio brasileiro no comércio internacional recente. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 como maior exportador mundial da fibra, após embarcar um recorde de 3,37 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026. O volume ficou 19% acima do ciclo anterior e gerou aproximadamente US$ 5,3 bilhões em receita.

Na fruticultura, o Brasil combina protagonismo produtivo com amplo espaço para crescer no exterior. O país está entre os três maiores produtores de frutas do mundo, com produção anual superior a 40 milhões de toneladas e cerca de 2,5 milhões de hectares cultivados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao mesmo tempo, menos de 3% dessa produção é destinada ao mercado externo, o que revela o potencial de expansão internacional do setor. Em 2025, as exportações brasileiras de frutas atingiram o recorde de US$ 1,45 bilhão, crescimento de 12% em valor e de 19,6% em volume, no terceiro recorde anual consecutivo.

É nesse encontro entre tradição e transformação que frutas, café e algodão reforçam o potencial brasileiro de ampliar sua competitividade, gerar valor e conquistar ainda mais espaço no mercado global.

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Fonte: Canal Rural

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André Moura

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