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Lula diz que fim da escala 6×1 será aprovado ainda este ano

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC)…

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6×1 será aprovada no Congresso Nacional ainda neste ano, independentemente do vencedor da eleição presidencial. Em entrevista hoje , ele reclamou da atual relação entre os Poderes e disse que, caso reeleito, irá realizar reformas política e no Judiciário.

“O fim da escala 6×1 será aprovado ainda este ano, antes do presidente tomar posse”, afirmou Lula ao podcast Cosmo Política. A mudança no regime trabalhista se tornou uma das bandeiras tanto do governo quanto da campanha eleitoral do petista. A expectativa era que fosse aprovada antes do primeiro turno, mas acabou represada no Senado, após aprovação na Câmara.

O presidente se disse preocupado com a relação entre Congresso e Executivo, pois o presidencialismo foi “sequestrado” no Brasil por causa do modelo orçamentário. “Não tem paradigma no mundo o Congresso ficar com 50% da União. O dinheiro vai para a mão do deputado para ele fazer o quê, emendas de interesse eleitoral?”, questionou.

Caso reeleito, prometeu uma realizar uma reforma política, mas sem dar detalhes. “Vai ser fácil? Não vai ser fácil”, refletiu. Uma das principais preocupações do presidente é que, mesmo vencedor das eleições, o Congresso se torne ainda mais conservador do que o atual, que implicou diversas dificuldades ao governo.

Essa reforma também envolveria o modelo de indicação para os órgãos públicos, do qual o Executivo faz parte. “No governo [Jair] Bolsonaro, o Congresso tomou conta das agências. Hoje, nas agências tem representantes de empresários, indicados por senadores, o q é um equívoco enorme. Quero discutir com o Congresso”, afirmou.

Lula voltou a propor a reforma do Judiciário, iniciativa que tem repetido com frequência desde a última crise no Supremo Tribunal Federal (STF). “O Supremo está com a credibilidade muito baixa. Não é bom para o Brasil uma instituição que tem quase poder de Deus e estar metida na quantidade de bagunça que está metida”, lamentou.

“Obviamente que não sou eu que vou fazer a reforma, mas quero envolver a sociedade civil no debate”, ponderou o presidente. “Quem quiser ser ministro da Suprema Corte não pode querer ser rico, tem que trabalhar pra cumprir a Constituição.”

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Ricardo Stuckert/Divulgação

Fonte: Valor Econômico

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