CRIPTOMOEDAS · BITCOIN

Empresa capta dinheiro público para criar blockchain com IA, fecha as portas e vira alvo do TCE-GO

O Tribunal de Contas do Estado de Goiás publicou nesta quarta-feira (2) a Portaria FAPEG Nº 253/PRES, que determina a…

O Tribunal de Contas do Estado de Goiás publicou nesta quarta-feira (2) a Portaria FAPEG Nº 253/PRES, que determina a instauração de uma Tomada de Contas Especial para investigar irregularidades na execução de um projeto blockchain com inteligência artificial financiado com dinheiro público.

A medida foi tomada pelo presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (FAPEG), Marcos Fernando Arriel.

A medida ocorre após a rejeição da prestação de contas final de um beneficiário que captou recursos por meio do Programa Centelha 2 GO, edital lançado em 2021 com o objetivo de apoiar a geração de empreendimentos inovadores.

Projeto captou recursos com o Centelha para criar uma plataforma de inteligência artificial e blockchain, mas depois encerrou empresa (Fonte/Goiás).

O Tribunal de Contas não divulgou qual o nome da empresa alvo da investigação, e nem qual valor captado antes do sumiço. Mesmo assim, o Livecoins apurou que os 50 projetos escolhidos pelo edital poderiam captar até R$ 60 mil.

De qualquer forma, agora os responsáveis deverão ser acionados para responder sobre a não construção da plataforma no prazo.

Investigação contra empresa que sumiu após captar recursos no Centelha para construir aplicação com blockchain e IA

A investigação foi motivada pelo fato de a empresa não ter alcançado o objetivo originalmente proposto no projeto.

Segundo o despacho da Gerência de Operações de Fomento da Fundação, o beneficiário falhou em implementar as funcionalidades de Inteligência Artificial e Blockchain, que foram justamente os diferenciais tecnológicos que justificaram a concessão do fomento governamental.

A inviabilidade do empreendimento foi confirmada durante uma visita técnica, ocasião em que o próprio coordenador relatou as dificuldades enfrentadas e confirmou a descontinuidade do projeto.

Além de não entregar a tecnologia prometida, a situação foi agravada por questões empresariais e falhas processuais na prestação de contas.

O documento aponta que o projeto culminou na baixa definitiva do CNPJ da empresa perante a Receita Federal.

Durante o processo de cobrança, os responsáveis também deixaram de responder tempestivamente às diligências técnicas da fundação.

Assim, encaminharam evidências de forma extemporânea e insuficiente, e não apresentaram novos elementos probatórios relevantes quando tentaram recorrer da decisão que rejeitou as contas.

Equipe de investigação definida

Para conduzir a apuração de todos os fatos e quantificar eventuais danos aos cofres públicos, a FAPEG designou a Comissão Permanente de Tomada de Contas Especial, que será presidida pelo gestor jurídico Benitees Pereira Miranda.

Além disso, participam a analista governamental Solange Maria Silva como membro e a gestora de planejamento Luciana Fernandes Bastos Ribeiro como secretária.

O grupo terá o prazo de 180 dias para concluir os trabalhos e enviar os autos ao Tribunal de Contas do Estado de Goiás (TCE-GO).

No prazo, aos 120 dias de processo, a documentação deverá ser submetida à Controladoria Geral do Estado para o andamento das fiscalizações legais.

Fonte: Empresa capta dinheiro público para criar blockchain com IA, fecha as portas e vira alvo do TCE-GO

Veja mais notícias sobre Bitcoin. Siga o Livecoins no Facebook, Twitter, Instagram e YouTube.

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Empresa capta dinheiro público para criar blockchain com IA, fecha…”?
O Tribunal de Contas do Estado de Goiás publicou nesta quarta-feira (2) a Portaria FAPEG Nº 253/PRES, que determina a instauração de uma Tomada de Contas Especial para investigar irregularidades na execução de um projeto blockchain…
O que a matéria explica sobre “Investigação contra empresa que sumiu após captar recursos no Centelha para construir…”?
A investigação foi motivada pelo fato de a empresa não ter alcançado o objetivo originalmente proposto no projeto. Segundo o despacho da Gerência de Operações de Fomento da Fundação, o beneficiário falhou em implementar as funcionalidades de Inteligência Artificial e Blockchain, que…
O que a matéria explica sobre “Equipe de investigação definida”?
Para conduzir a apuração de todos os fatos e quantificar eventuais danos aos cofres públicos, a FAPEG designou a Comissão Permanente de Tomada de Contas Especial, que será presidida pelo gestor jurídico Benitees Pereira Miranda. Além disso, participam a analista governamental Solange…
Quem edita o conteúdo do Estrato?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato?
Metodologia, ética e transparência estão em https://estrato.cc/metodologia/, https://estrato.cc/etica-editorial/ e https://estrato.cc/politica-editorial/.
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Igor Sales

Igor Sales

Igor Sales integra a equipe editorial do Estrato, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cripto e Agro. O escopo permanente de cobertura inclui criptoativos e agronegócio, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário