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Criptomoeda da BitMart perdeu 65% de seu valor antes da corretora anunciar fim das atividades

O BitMart Token (BMX), criptomoeda ligada à corretora BitMart, perdeu 65% de seu valor na sexta-feira (24), quase dois dias…

O BitMart Token (BMX), criptomoeda ligada à corretora BitMart, perdeu 65% de seu valor na sexta-feira (24), quase dois dias antes da plataforma anunciar que estaria encerrando as suas atividades.

Após o anúncio oficial, o token seguiu perdendo valor, acumulando perdas de 85% em relação ao seu preço anterior.

Em relação ao valor de mercado, a criptomoeda saiu de US$ 100 milhões na sexta-feira (24) para somente US$ 18 milhões no momento desta redação.

Momento do anúncio de encerramento da corretora (destacado na imagem) foi feito somente na noite de sábado (25), após sua criptomoeda perder 65% de seu valor. Fonte: CoinMarketCap/Reprodução.

Anúncio de saída dos EUA pode ter causado queda da criptomoeda da BitMart

O momento da queda chama a atenção do mercado já que aconteceu antes da corretora anunciar o fim de suas atividades. No entanto, a BitMart já havia feito outro anúncio importante às 20h59 da quinta-feira (23) pelo horário de Brasília.

Em suma, o texto informa que a corretora deixou de aceitar registros de novos usuários dos EUA em maio de 2022, mas que contas existentes poderiam estar operando na plataforma.

“Se você atualmente reside ou está localizado nos Estados Unidos, ou de outra forma se enquadra como usuário dos EUA conforme o Acordo de Usuário da BitMart e as políticas aplicáveis, conclua as seguintes ações até, no máximo, 08/08/2026 às 23h59 UTC, o que corresponde a 15 dias corridos a partir da data deste aviso.”

Seguindo, a mensagem recomenda que investidores americanos saques suas criptomoedas e aponta que essas contas poderão ser impedidas de realizar novos depósitos, abrir novas posições e acessar outros produtos.

Dados do ICO Analytics colocam a BitMart entre as dez corretoras de criptomoedas mais acessadas do mundo. Uma análise feita pelo Livecoins mostra que os EUA estão entre os países que mais acessam a corretora nos últimos meses.

EUA foram o segundo país com mais acessos à BitMart em junho e o país com o maior número de acessos à corretora em maio. Fonte: SimilarWeb/Reprodução.

Portanto, isso explicaria a queda de 65% da criptomoeda da BitMart.

Em outros dois anúncios, publicados nos dias 24 e 25, antes do aviso de encerramento das operações, a corretora também anunciou a descontinuação dos serviços de Automated Market Making e de negociação do serviço de Spot Margin.

Corretora poderia estar com problemas com reguladores americanos?

Conforme a BitMart possui um grande volume de negociações nos mercados spot e de derivativos, bem como um tráfego maior que outros nomes famosos do setor, o anúncio de encerramento chamou a atenção da comunidade.

A notícia pegou até mesmo Nenter Chow, então CEO da BitMart, de surpresa. Segundo o executivo, ele foi desligado na última sexta-feira (24) e só ficou sabendo do fim da corretora no mesmo momento que o público.

Dado que a corretora não possui uma prova de reservas para mostrar que possui saldo suficiente para honrar pedidos de saques, há uma grande expectativa do mercado sobre o processamento desses pedidos.

Até porque a BitMart passou por um hack de US$ 200 milhões (mais de R$ 1 bilhão) em dezembro de 2021. Na data, Sheldon Xia, fundador da BitMart, afirmou que hackers roubaram suas chaves privadas.

Voltando ao anúncio da quinta-feira (23) sobre investidores americanos, isso explica a queda da criptomoeda BMX, mas também dá espaço para imaginar que a BitMart estaria sofrendo uma pressão de reguladores dos EUA.

Apesar disso, atualmente não há nenhum processo público contra a corretora nos EUA.

Fonte: Criptomoeda da BitMart perdeu 65% de seu valor antes da corretora anunciar fim das atividades

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Perguntas frequentes

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Igor Sales

Igor Sales

Igor Sales integra a equipe editorial do Estrato, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cripto e Agro. O escopo permanente de cobertura inclui criptoativos e agronegócio, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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