ECONOMIA

Comissão de Direitos Humanos do Senado encaminha debate para reforma do Judiciário

Após a suspensão do julgamento sobre as investigação de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão de Direitos Humanos…

Após a suspensão do julgamento sobre as investigação de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou o encaminhamento de uma indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa para a criação de um grupo de trabalho destinado a elaborar uma proposta de reforma do Poder Judiciário.

A intenção é reunir propostas de emenda à Constituição (PECs) e projetos de lei sobre mudanças no Judiciário que já tramitam no Congresso e consolidá-los em um único texto. A proposta é que o grupo tenha prazo de até 60 dias para apresentar o texto.
Leia mais:
Fachin encerra sessão do STF, que tem 4×3 para votar caso de Moraes separadamente; veja como foi

Depois, a matéria seria submetida à análise da CCJ e, posteriormente, poderia seguir para o plenário do Senado. O objetivo manifestado durante a reunião é concluir a discussão de uma proposta de reforma do Judiciário ainda nesta legislatura.

O encaminhamento foi apresentado durante audiência pública da CDH convocada para discutir os desdobramentos institucionais de sessão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Parlamentares de oposição alegaram “omissão” do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não pautar pedidos de impeachment de ministros do supremo, especialmente do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside a CDH, uma das propostas em tramitação traz a criação de um conselho de ética interno do Supremo para avaliar a conduta de ministros.

“Não temos o Conselho Nacional de Justiça, que analisa atitudes e ações dos juízes e desembargadores? Por que nós não podemos ter um conselho para o Supremo? É uma ideia do Fachin, inclusive. Eu tenho uma PEC nessa direção. Então teremos uma autorregulação entre eles, que eles podem criar, mas nós podemos também questionar as decisões monocráticas, nós podemos questionar o número de anos [dos mandatos] na Suprema Corte, nós podemos questionar, por exemplo, a indicação desses ministros. Por que não existe uma proposta de que o Senado indique um, a Câmara indique outro?”, declarou a senadora.

De acordo com ela, há inúmeras propostas de reforma do Judiciário em tramitação. “Vamos buscar todas que já foram apresentadas, vamos fazer um pacote e reformar a Suprema Corte. Mas o norte vai ser: não são intocáveis e não são semideuses”, completou.

STF Supremo Tribunal Federal Justiça Política Estátua Monumento Prédio Brasília DF
Felipe Sampaio/SCO/STF

Fonte: Valor Econômico

Perguntas frequentes

Respostas institucionais sobre esta cobertura, fontes e limites editoriais.

Sobre o que trata “Comissão de Direitos Humanos do Senado encaminha debate para reforma…”?
Após a suspensão do julgamento sobre as investigação de ministros no Supremo Tribunal Federal (STF), a Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou o encaminhamento de uma indicação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)…
Por que Economia importa agora?
O tema impacta decisões e debates cotidianos ligados a Economia. A redação destaca fatos, datas e implicações práticas sem substituir orientação profissional personalizada.
Quem edita o conteúdo do Estrato?
A cobertura é produzida e revisada pela equipe editorial do Estrato, com editor-chefe responsável pela linha editorial. Conheça a redação em https://estrato.cc/equipe/.
Quais fontes o Estrato prioriza?
Priorizamos fontes primárias (órgãos oficiais, balanços, estudos revisados, documentos públicos) e cruzamos informações antes da publicação, conforme a política editorial.
Como solicitar correção de uma matéria?
Envie o pedido pela página de Correções (https://estrato.cc/correcoes/) ou Contato (https://estrato.cc/contato/). Erros materiais são corrigidos com registro da atualização.
O conteúdo constitui aconselhamento profissional?
Não. As matérias têm caráter informativo e jornalístico. Decisões financeiras, de saúde, jurídicas ou educacionais devem considerar profissionais habilitados e a sua situação particular.
Onde acompanhar a política editorial do Estrato?
Metodologia, ética e transparência estão em https://estrato.cc/metodologia/, https://estrato.cc/etica-editorial/ e https://estrato.cc/politica-editorial/.
Como o Estrato trata temas sensíveis (YMYL)?
Temas que afetam dinheiro, saúde e bem-estar recebem revisão editorial reforçada, disclaimer visível e links para páginas institucionais de metodologia e correções. Portal: https://estrato.cc/
WhatsApp X LinkedIn
Compartilhar: LinkedIn
Caio Nunes

Caio Nunes

Caio Nunes integra a equipe editorial do Estrato, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Negócios. O escopo permanente de cobertura inclui empresas, M&A e resultados, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

Deixe um comentário