AGRONEGÓCIO

Arroba do boi cresceu na semana, mas movimento vai se sustentar? Analistas respondem

Foto: Lorran Lima/Idaf O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana. Os frigoríficos estão…

Foto: Lorran Lima/Idaf

O mercado físico do boi gordo registrou negociações mais aquecidas no decorrer da semana. Os frigoríficos estão mais atuantes na compra de gado para tentar ampliar suas escalas de abate.

Para o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, resta saber se a maior procura por gado conseguirá fazer com que a indústria trabalhe com um alongamento da programação.

“Isso porque as exportações destinadas à China perderam força, dado o esgotamento precoce da cota de embarques de 1,1 milhão de toneladas destinada ao Brasil neste ano”, contextualiza.

Tendências para os próximos meses

O coordenador da equipe de inteligência de mercado da Scot Consultoria, Felipe Fabbri, destaca que a tendêcia é que os preços da arroba se elevem de forma mais significativa a partir de setembro, com a indústria nacional se preparando para atender a cota chinesa em 2027.

“O atual momento de retomada parcial de preços dos últimos dias está mais associado a um movimento de oferta equilibrada e preparativos para atender à virada de quinzena no mercado doméstico na primeira quinzena de agosto”, destaca.

De acordo com ele, outros mercados têm participado mais ativamente de negociações com o Brasil para ampliar a compra de carne. “Não conseguem absorver o que China compra, mas devem ajudar a equilibrar um pouco mais a conta. O próprio mercado estadunidense deu um sinal favorável ao Brasil ao não aplicar tarifas adicionais à proteína brasileira, diferente do que aconteceu no ano passado”, relata.

Fabbri diz que o cenário aponta para a arroba do boi chegando próximo de R$ 370 no último trimestre, algo que o mercado futuro já aponta, com o contrato de janeiro de 2027 fechado em R$ 369,50 nesta sexta-feira (17).

Média da arroba do boi

Os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 16 de julho:

  • São Paulo (Capital): R$ 330, valor estável frente à última semana
  • Goiás (Goiânia): R$ 320, avanço de 1,59% frente aos R$ 315 do final da semana anterior
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310, inalterado perante a semana anterior
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325, aumento de 1,56% frente aos R$ 320 registrados anteriormente
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem mudanças frente ao valor praticado no fechamento da semana passada
  • Rondônia (Vilhena): R$ 310, declínio de 1,59% em relação aos R$ 315 anteriores

Mercado atacadista

O mercado atacadista se deparou com preços mistos durante a semana. Iglesias, de Safras & Mercado, ressalta que o ambiente de negócios aponta para uma menor sustentação das cotações no restante de julho à medida que o impacto da entrada dos salários na economia perde intensidade.

“Ao mesmo tempo, a carne bovina vem reduzindo sua competitividade frente às proteínas concorrentes, que voltam a demonstrar sinais de fragilidade, com destaque para a carne de frango”, assinala.

  • Quarto dianteiro: R$ 19,00 por quilo, queda de 5,00% frente aos R$ 20,00 praticados na semana passada
  • Quarto traseiro: R$ 26,00 por quilo, avanço de 1,96% frente aos R$ 25,50 da semana anterior

Exportações de carne

Foto: Pixabay

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 668,099 milhões em julho até o momento (8 dias úteis), com média diária de US$ 83,512 milhões, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 104,664 mil toneladas, com média diária de 13,083 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.382,20.

Em relação a julho de 2025, houve alta de 25% no valor médio diário da exportação, ganho de 8,7% na quantidade média diária exportada e avanço de 15% no preço médio.

*Com informações de Safras News

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Fonte: Canal Rural

Perguntas frequentes

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André Moura

André Moura

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