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O que é voto útil? Entenda

Entrando na reta final do primeiro turno, candidatos começam incentivar o chamado “voto útil” para impulsionar os seus resultados nas…

Entrando na reta final do primeiro turno, candidatos começam incentivar o chamado “voto útil” para impulsionar os seus resultados nas urnas. Especialista consultado pelo Valor afirma que a prática é legal e está relacionado mais a uma decisão estratégica do que de afinidade política.
“Voto útil é quando o eleitor deixa de votar no candidato de sua preferência e escolhe outro, com mais chances de vencer, para evitar a vitória de um adversário que rejeita ou para garantir que uma disputa seja decidida já no primeiro turno. É uma decisão estratégica, e não necessariamente de afinidade política”, afirma Rafael Carneiro, advogado eleitoral e sócio do Carneiros Advogados.
A escolha pelo voto útil tende a acontecer com mais frequência em disputas majoritárias, como para presidente, governador e senador, explica o especialista. “Sobretudo no primeiro turno, quando há muitos candidatos e o eleitor tenta influenciar quem vai para o segundo turno ou se haverá segundo turno.”
Nesta quarta-feira (23), o governador do estado de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chegou a pedir durante uma transmissão ao vivo para que o eleitor fosse “pragmático”, em referência a dar um “voto útil” no candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, para conseguir encerrar a disputa presidencial no primeiro turno.
Outro exemplo dessa estratégia foi a adotada nas eleições de 2022 pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também incentivou o uso do “voto útil” como uma forma de tentar encerrar a disputa eleitoral já no primeiro turno. Os esforços, porém, não obtiveram resultado e o petista acabou eleito apenas no segundo turno, em uma disputa contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Pedir voto útil é parte legítima do debate político e da propaganda eleitoral, desde que dentro das regras. O candidato não pode divulgar pesquisas falsas ou sem registro, espalhar informações sabidamente inverídicas sobre adversários, nem fazer propaganda caluniosa, difamatória ou injuriosa”, afirma Carneiro.
Como no Brasil, o voto é livre e secreto, o que motiva a escolha de um candidato pelo eleitor não é passível de qualquer tipo de punição pela Justiça Eleitoral. “Outras práticas, como a captação ilícita de sufrágio (compra de votos) ou coação ao eleitor, é que são ilícitas, mas não o voto útil”, explica Carneiro.

Fonte: Valor Econômico

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “O que é voto útil? Entenda”?
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