ECONOMIA

Juíza dos EUA rejeita tentativa de separar negócio de publicidade do Google

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 CHARLES PLATIAU/Reuters…

Logo do Google em uma convenção de tecnologia em Paris, na França, em 25 de maio de 2018 CHARLES PLATIAU/Reuters Uma juíza dos Estados Unidos rejeitou, nesta quarta-feira (2), um pedido para obrigar o Google a vender uma divisão de seu negócio de publicidade digital, frustrando a tentativa do governo de desmembrar parte do império publicitário da empresa. Em uma decisão judicial, a juíza Leonie Brinkema, do tribunal federal de Alexandria, na Virgínia, optou por estabelecer regras para regular a atuação da companhia no mercado de publicidade digital. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1 Esta é a segunda vez, nos últimos anos, que um juiz federal se recusa a determinar a separação de parte dos negócios do Google. Em 2025, outro magistrado rejeitou um pedido para obrigar a empresa a vender o navegador Chrome, em um processo separado sobre o monopólio do Google no mercado de buscas online. Em maio, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) propôs que o Google venda as plataformas de publicidade AdX e DFP. A medida ocorreu após Brinkema concluir, em abril, que a empresa domina ilegalmente dois mercados de publicidade digital. Segundo o DOJ, a venda das plataformas é necessária para acabar com os monopólios da gigante de tecnologia Alphabet, controladora do Google, e restabelecer a concorrência nos mercados de leilões de anúncios e de gerenciamento de espaços publicitários. Em abril, a juíza distrital Leonie Brinkema, de Alexandria, na Virgínia, concluiu que o Google é responsável por “adquirir e manter intencionalmente o poder de monopólio” nesses dois segmentos. A decisão foi mais um revés para a empresa. Em 2024, outro juiz também concluiu que o Google mantinha um monopólio ilegal no mercado de buscas online. Entenda: Por que julgamento do Google por monopólio nas buscas é histórico Google e Ministério da Justiça assinam acordo contra fraudes em anúncios de produtos financeiro Google contesta governo dos EUA Em nota enviada à Reuters em maio, o Google afirmou que apoia medidas para mudar a forma como o mercado funciona, como permitir que concorrentes tenham acesso a lances em tempo real. A empresa, no entanto, disse que os promotores não têm base legal para obrigá-la a vender partes de seu negócio. “As propostas adicionais do DOJ para forçar a venda de nossas ferramentas de anúncios vão muito além das conclusões da Corte. Elas não têm respaldo legal e prejudicariam editores e anunciantes”, disse Lee-Anne Mulholland, vice-presidente de Assuntos Regulatórios do Google, no comunicado. O AdX, ou Ad Exchange, é uma plataforma que permite que editores disponibilizem espaços publicitários para serem comprados por anunciantes em tempo real. Já os servidores de anúncios são ferramentas usadas por sites para armazenar e gerenciar os espaços destinados à publicidade. No ano passado, o Google deu um passo importante para encerrar uma investigação antitruste da União Europeia ao propor a venda do AdX. Os editores europeus, no entanto, rejeitaram a proposta por considerá-la insuficiente. Com informações da France Presse e Reuters

Perguntas frequentes

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Sobre o que trata “Juíza dos EUA rejeita tentativa de separar negócio de publicidade…”?
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Caio Nunes

Caio Nunes

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