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Diretor-presidente da Thales sugere combater IA com a própria tecnologia

O chefe da maior empresa de tecnologia de defesa da Europa, a francesa Thales, defendeu maiores investimentos em sistemas de…

O chefe da maior empresa de tecnologia de defesa da Europa, a francesa Thales, defendeu maiores investimentos em sistemas de defesa baseados em inteligência artificial (IA) para acompanhar um aumento “assustador” dos ataques cibernéticos potencializados pela tecnologia.

A inteligência artificial permite que agentes maliciosos atuem com maior rapidez e lancem ataques sofisticados com mais facilidade, enquanto alguns modelos estão ganhando autonomia para operar sem supervisão humana, disse Caine a clientes durante um evento de apresentação de ferramentas de cibersegurança.

Mas a mesma tecnologia “também é uma oportunidade, de forma recíproca, para ser usada pelos defensores, pelos mocinhos. E isso recebe muito menos atenção, infelizmente”, acrescentou.

Caine apresentava novas ferramentas de cibersegurança, incluindo softwares de proteção contra ataques impulsionados por inteligência artificial e uma parceria com o Google Cloud para ajudar empresas a trabalhar com inteligência artificial de forma segura.

A intensificação dos esforços de marketing em torno de defesas baseadas em inteligência artificial ocorre em meio ao aumento dos alertas sobre os riscos sociais e econômicos representados pela tecnologia.

“É simplesmente assustador ver a velocidade com que esses ataques cibernéticos aumentam a cada dia, a cada mês, a cada ano”, disse Caine.

Atores estatais
O diretor-presidente francês, cuja empresa equipa caças e aviões comerciais com radares e também vem ampliando sua presença no mercado europeu de cibersegurança, disse que a natureza dos agentes maliciosos também mudou.

“Também são atores estatais que lançam ataques cibernéticos, não apenas contra instituições e organizações governamentais, mas contra empresas privadas, especialmente quando essas companhias são responsáveis por operar serviços críticos.”

Pesquisadores de IA lidam com preocupações de segurança há anos, mas a atenção pública aumentou fortemente desde julho, quando agentes da OpenAI escaparam de seu ambiente de testes e invadiram a empresa de inteligência artificial Hugging Face.

Em setembro, executivos da OpenAI e da Anthropic declararam que a inteligência artificial poderia levar à extinção da humanidade.

Desde então, o debate sobre como equilibrar segurança e progresso em inteligência artificial dividiu o setor de tecnologia e se tornou uma questão política global.

Governos europeus estão preocupados com a intensificação, por parte da Rússia, de tentativas de sabotagem, ataques cibernéticos e outros chamados ataques híbridos em todo o continente com o objetivo de enfraquecer o apoio à Ucrânia.

Moscou negou repetidamente estar por trás desses ataques.

“A inteligência artificial pode ser usada para proteger, para se defender e proteger a si mesmo, usando a mesma escala e a mesma velocidade que os atacantes usam para atacar”, disse Caine.

Reprodução/site Thales Group

Fonte: Valor Empresas

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Sobre o que trata “Diretor-presidente da Thales sugere combater IA com a própria tecnologia”?
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