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Bitget suspende saques após perdas de US$ 351,6 milhões

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A Bitget confirmou nesta quinta-feira (24) um ataque restrito a um conjunto de carteiras quentes, com perdas estimadas em US$ 351,6 milhões (aproximadamente R$ 1,86 bilhão ao câmbio de R$ 5,30) – quase o dobro dos US$ 183 milhões (cerca de R$ 970 milhões) apontados inicialmente por dados on-chain. A exchange informou que as carteiras frias não foram afetadas e suspendeu temporariamente os saques, mantendo depósitos e negociações em funcionamento normal.

Movimentações envolveram diferentes criptoativos

Antes do pronunciamento oficial, a Bitget não havia comentado publicamente as movimentações suspeitas já sinalizadas por analistas on-chain. Segundo a Arkham Intelligence, 14 transações partiram de endereços atribuídos à exchange em direção à carteira 0x770b[…]8463Ee nas duas horas anteriores à confirmação, envolvendo tanto uma carteira quente quanto uma marcada como fria.

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Entre os ativos movimentados estavam Ethereum, as stablecoins USDT e USDC, além de BNB, Avalanche e XAUT. Registros de blockchain mostraram a troca rápida de USDT e USDC por Ethereum, e a Arkham indicou que o endereço de destino ainda mantinha US$ 20,3 milhões (cerca de R$ 107,6 milhões), sendo US$ 11,8 milhões (R$ 62,5 milhões) em ETH e US$ 8,5 milhões (R$ 45 milhões) em AVAX.

Na sequência, a Bitget passou a mover recursos de carteiras de uso corrente para estruturas de armazenamento mais seguras. A Arkham apontava que a exchange mantinha mais de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 31,8 bilhões) em criptomoedas distribuídos por seus endereços – volume que dá dimensão ao tamanho da operação afetada frente ao total sob custódia.

A empresa informou que seus controles internos detectaram as transferências não autorizadas às 18h31 UTC de 24 de setembro de 2026, e divulgou nota oficial sobre o incidente às 18h34 pelo horário de Brasília. A Bitget afirmou ainda ter sinalizado os endereços envolvidos e acionado autoridades policiais e parceiros de segurança on-chain, medida que se assemelha ao circuit breaker ativado por um banco sul-coreano após o ataque à Bithumb.

O que a Bitget diz sobre a proteção dos usuários

A exchange sustentou que as carteiras frias e a maior parte dos ativos da plataforma não foram atingidos, e que os fundos dos usuários permanecem protegidos. A Bitget informou manter um Fundo de Proteção ao Usuário superior a US$ 464 milhões (aproximadamente R$ 2,46 bilhões), mecanismo que a empresa apresenta como reserva para cobrir cenários de incidentes de segurança.

Segundo a CEO Gracy Chen, em publicação citada pelo Portal do Bitcoin, o ataque atingiu apenas parte das camadas hot e warm de uma arquitetura de carteiras dividida em três níveis. Depósitos e negociações continuaram ativos, mas os saques foram temporariamente suspensos para uma revisão de segurança.

A Bitget afirmou que não comentará hipóteses sobre como o ataque ocorreu enquanto o caso segue em apuração. Ainda não há confirmação sobre eventual recuperação ou bloqueio dos recursos desviados, e o episódio se soma a uma sequência de perdas relevantes no setor, num ano em que os hacks já haviam superado US$ 600 milhões só em abril de 2026.

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Fonte: CriptoFácil

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Sobre o que trata “Bitget suspende saques após perdas de US$ 351,6 milhões”?
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O que a matéria explica sobre “Movimentações envolveram diferentes criptoativos”?
Antes do pronunciamento oficial, a Bitget não havia comentado publicamente as movimentações suspeitas já sinalizadas por analistas on-chain. Segundo a Arkham Intelligence, 14 transações partiram de endereços atribuídos à exchange em direção à carteira 0x770b[…]8463Ee nas duas horas anteriores à confirmação, envolvendo…
O que a matéria explica sobre “O que a Bitget diz sobre a proteção dos usuários”?
A exchange sustentou que as carteiras frias e a maior parte dos ativos da plataforma não foram atingidos, e que os fundos dos usuários permanecem protegidos. A Bitget informou manter um Fundo de Proteção ao Usuário superior a US$ 464 milhões (aproximadamente…
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Igor Sales

Igor Sales

Igor Sales integra a equipe editorial do Estrato, vertical da rede Estrato, na função de Repórter de Cripto e Agro. O escopo permanente de cobertura inclui criptoativos e agronegócio, com atenção ao leitor brasileiro que busca contexto factual, datas oficiais e implicações práticas. Na produção diária, prioriza fontes primárias (órgãos públicos, balanços, papers e documentos oficiais), cruza pelo menos duas referências independentes quando o tema é contestado e evita manchetes que prometam certeza onde há incerteza. Critérios de qualidade: lead com o fato principal, atribuição clara de autoria da equipe Estrato, atualização com selo quando há mudança material e linguagem acessível sem simplificar demais o risco ou o contexto. Trabalha sob revisão da mesa editorial e do editor-chefe do portal. Matérias YMYL recebem segunda leitura antes da publicação e podem ser atualizadas quando surgem novos dados oficiais. Limites: este perfil descreve o papel editorial na marca Estrato. O conteúdo publicado é informativo e não constitui aconselhamento médico, financeiro, jurídico ou profissional personalizado. Transparência ao leitor: metodologia em /metodologia/, ética em /etica-editorial/, correções em /correcoes/, equipe em /equipe/ e canal em /contato/ ([email protected]). Na página-mãe da rede, a bio ampliada e o arquivo de matérias ficam em estrato.cc/blog/, com link para o arquivo do autor em cada portal.

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