ECONOMIA
Amazon queima caixa com IA, mas excede expectativas de receita em nuvem
Os gastos da Amazon com infraestrutura de inteligência artificial levaram a empresa a registrar um fluxo de caixa livre negativo…

Os gastos da Amazon com infraestrutura de inteligência artificial levaram a empresa a registrar um fluxo de caixa livre negativo de US$ 7,6 bilhões no segundo trimestre. Um ano antes, a empresa encerrava o trimestre com caixa livre de US$ 18,2 bilhões.
O movimento de queima de caixa também foi observado na divulgação, na semana passada, do balanço da Alphabet, dona do Google, que encerrou o primeiro trimestre de sua história com caixa negativo. A Meta não queimou caixa, mas terminou o segundo trimestre com reserva livre de US$ 784 milhões, redução de 91% na base anual.
“Uma vez que todas estão gastando muito — e muitas delas já com queima de caixa — o mercado precisa entender claramente o destino do dinheiro para que as ações tenham boa performance”, afirma a analista Gabriela Moraes, do Global Tech Fund da gestora São Pedro Capital, ao Valor.
No grupo das empresas que aceleram investimentos em IA, a Microsoft teve uma redução mais branda, de 23% no caixa livre no quarto trimestre do ano fiscal de 2026, que somou em US$ 19,6 bilhões.
Excluindo a queima de caixa, de forma geral, Gabriela avalia o balanço trimestral da Amazon como “muito forte, acima das expectativas tanto em receita quanto em Ebit [lucro operacional antes de juros e impostos]”.
O avanço de 20% na receita de US$ 200,6 bilhões no segundo trimestre e o crescimento de 36,7% nas vendas da Amazon Web Services (AWS), na base anual, também se destacaram nos resultados.
“A divisão de serviços de nuvem, principal número que o mercado acompanha, teve um crescimento impressionante, acima das expectativas de alta de 34% dos investidores, que já eram elevadas”, afirma a especialista.
Na avaliação de Gabriela, o incremento da receita de computação em nuvem e IA da Amazon “mostra que os investimentos [capex] feitos em nuvem estão dando resultado”.
Bloomberg
Fonte: Valor Econômico
Perguntas frequentes
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