AGRONEGÓCIO

ABiogás projeta R$ 216 bilhões em investimentos em biogás e biometano até 2035

A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) projeta a mobilização de R$ 216 bilhões em investimentos privados até…

A Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (ABiogás) projeta a mobilização de R$ 216 bilhões em investimentos privados até 2035, caso sejam implementadas medidas para ampliar a produção e o uso de biogás e biometano no Brasil. A entidade também estima R$ 57 bilhões por ano em receitas adicionais para o setor e a criação de mais de 251 mil empregos diretos.

A agenda apresentada pela ABiogás reúne iniciativas consideradas prioritárias para a cadeia do biogás e do biometano. Entre elas, está a criação de uma instância de governança nacional para articular os diferentes setores ligados à atividade.

A entidade também defende o avanço do Certificado de Garantia de Origem do Biometano (CGOB) e o tratamento do biometano na implementação da Reforma Tributária. Segundo a associação, o plano parte do diagnóstico de que a dependência de combustíveis e insumos importados amplia a exposição do país a choques externos de oferta e preços.

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O estudo estima potencial para substituir R$ 42 bilhões anuais em importações e evitar emissões superiores a 230 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano, volume correspondente a cerca de 10% das atuais emissões brutas de gases de efeito estufa do Brasil.

No transporte, as propostas incluem a criação de corredores logísticos e medidas para viabilizar, até 2035, a incorporação de mais de 40 mil caminhões movidos a biometano, além da expansão do combustível em frotas urbanas.

Na agricultura, a agenda prevê estímulo à produção e ao uso de biofertilizantes, com a indicação de que isso contribui para reduzir a dependência brasileira de insumos importados. Na frente de combustíveis avançados, o plano contempla ainda o desenvolvimento de combustíveis à base de CO2 biogênico.

A ABiogás afirma que o Brasil tem potencial estimado para produzir até 120 milhões de metros cúbicos por dia de biometano, enquanto o aproveitamento atual representa menos de 2% desse volume.

No ambiente regulatório, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) viabiliza a agenda do setor. A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, criou o Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, enquanto o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ficou responsável por definir a meta anual de redução de emissões no mercado de gás natural, a ser cumprida por meio da participação do biometano no consumo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fonte: Canal Rural

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André Moura

André Moura

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